Esse final de semana, ganhei mais um presente do marido (ufaa!, esse foi o último), fomos para Paranapiacaba, só conhecia por fotos, ou reportagens na TV.
Mas para a aventura ficar ainda mais completa, ele disse que iriamos de trem, então o carro ficou no estacionamento do metro tieté, mas poderia ter ficado na estação brás, enfim, e pegamos o trem até Rio Grande da Serra, que ali já começa a beleza.
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| Um caminho maravilhoso, cercado pela mata altlantica, daqui até até lá, seguimos de ônibus. |
Saímos bem cedo no sábado para aproveitar o dia, por voltas das nove da manhã estávamos lá.
Tudo perfeito, chegamos na Pousada para deixar as malas. Assim que chegamos a tipica neblina do lugar tomou conta, adoramos claro. A neblina é famosa no lugar. Uma festa, com frio mesmo, rs
pelo relato dos moradores, a vila é assim a maior parte do tempo, durante todo ano, fiquei imaginando com as roupas secam em um lugar tão úmido, a moça que cuida da pousada, disse que hoje em dia, muitas tem secadora de roupa, mas imaginem por volta de 1900.
Gosto de viajar assim, conversar com os moradores, saber da história do lugar e as suas também.
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| vista da passarela, que liga a cidade alta (os antigos moradores eram os portugueses que comercializavam todo tipo de mercadoria para os funcionários da ferrovia, algum tempo mais tarde os donos da propriedade, doaram a parte alta para os portugueses, hoje as casas nesse lado da Vila são particulares), com a parte baixa, com a arquitetura tradicional inglesa. |
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| perdido no tempo |
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| A vila propiamente dita, aqui as casas pertencem a prefeitura de Santo André, qualquer pessoa pode morar aqui, desde que participe da licitação da prefeitura e adquiri o direto de viver em uma dessas casa, desde que se comprometa apreservar o patrimonio tombado. Não pode fazer modificações em nunhuma casa, para restaurá-las apens com a supervisão do orgão competente e o que o morador gasta com isso é abatido em seu aluguel, fiquei sabendo de pessoas que nunca pagaram, mas restauraram o teto, a lareira, etc. |
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| infelizmente, nem toda casinha, tem a sorte de ser adotada, por moradores dispostos a preservar o patrimônio. |
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| Filho estava encantado com tantos trens, de todos os tipos, por todos ao lados. |
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| É um tal de por blusa, tira blusa, sem fim, rs. |
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| Imaginem pintura bem branquinha, janelinha bem pintadinha, quintalzinho lavadinho e branquinho e ...flores. |
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| Chegou a hora da grande aventura, vamos andar da Maria fumaça, numa fantástica velocidade de 5Km/h, durante dez minutos, bom pro Giovanni foia maior aventura que aconteceu por aqui. |
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| Assim finalizo, o relato de minha amada viagem, com essa imagem que traduz tudo o que senti aqui e pelas pessoas que vivem aqui, porque morar aqui é muito mais do que necessidade é amor, amor pela história, pela paisagem e também pelo clima. | | |
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Alguns considerações;
Ir até Paranabiacaba é muito além de passear é um mergulho na nossa história e nossa cultura, viajar para lá é além de fazer as malas com roupas bonitinhas e desfilar sua coleção de sapatos, aqui o mais importante é um sapato antiderrapante, uma capa impermeável e um agasalho quente, não importa se ele é bonito, importa que ele esteja seco. Aqui não existe cardapio internacional, é tudo muito simples, nas pousadas não existem suítes, os banheiros são coletivos (as casas da epoca tinham um banheiro só, e era luxo tê-los dentro de casa) . Assim aqui a beleza é rustica, nativa e deliciosa.